A decisão do Comitê Norueguês do Prêmio
Nobel de conferir à Sua Santidade o Prêmio da Paz ganhou reconhecimento e
aplauso mundial. A citação diz: "O Comitê deseja enfatizar o fato de que o
Dalai Lama, em sua luta para a liberação do Tibet, constantemente se opõe ao
uso da violência. Ele, em vez disto, advoga soluções pacíficas baseadas na tolerância
e respeito mútuos para a preservação da herança cultural e histórica de seu
povo. O Dalai Lama desenvolveu sua filosofia de paz com uma grande reverência
por todas as coisas vivas, e um conceito de responsabilidade universal que
envolve toda a humanidade e também a natureza. Na opinião do Comitê, o Dalai
Lama vem se conduzindo com propostas construtivas e visionárias para a solução
de conflitos internacionais, questões de direitos humanos e problemas
ambientais globais."
Em 10 de Dezembro de 1989, Sua Santidade
aceitou o prêmio em nome de todos os oprimidos no mundo e daqueles que lutam
pela liberdade e trabalham pela paz mundial e pleo povo do Tibet. Em suas
considerações, disse: "O prêmio reafirma a nossa convicção de que com a
verdade, coragem e determinação como nossas armas, o Tibet será libertado.
Nossa luta deve permanecer sem violência e livre de ódio."
Ele também enviou uma mensagem de
encorajamento pelo movimento democrático chinês, cuja recente manifestação na
Praça da Paz Celestial havia sido alvo de brutal repressão. "Na China, o
movimento popular pela democracia foi subjugado pela força bruta, em junho
deste ano. Não acredito que as manifestações foram em vão, porque o espírito de
liberdade renasceu no povo chinês, e a China não pode escapar do impacto desse
espírito, que sopra em muitas partes do mundo. Os corajosos estudantes e seus
defensores mostraram à liderança chinesa e ao mundo a face humana daquela
grande nação."
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