segunda-feira, 20 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Pensamentos
Pensamentos
Minha
mensagem é a prática do amor, da compaixão e da bondade. Estas qualidades são
muito úteis para vivermos nosso cotidiano mais harmoniosamente, e também muito
importantes para a sociedade humana como um todo.
Uma
profunda compaixão é a raiz de todas as formas de adoração.
Onde
quer que eu vá, sempre aconselho as pessoas a serem altruístas e bondosas.
Tento concentrar toda a minha energia e força espiritual na disseminação da
bondade. É o que há de mais essencial.
A
bondade é o que realmente importa. A bondade, o amor e a compaixão combinados
são sentimentos que levam à essência da fraternidade. São os alicerces da paz
interior.
Com
sentimentos de ódio e rancor, é muito difícil alcançar a paz interior. Neste
sentido, as religiões e crenças são convergentes. Em todas as grandes religiões
do mundo, a ênfase é no espírito de fraternidade.
São
os inimigos que verdadeiramente nos ensinam a vivenciar sentimentos de
compaixão e tolerância. As guerras surgem porque não há compreensão do lado
humano das pessoas. Ao invés de conferências e encontros políticos, por que não
convocar as famílias a fazerem um piquenique para que se conheçam mutuamente,
enquanto suas crianças brincam juntas?
Nos
tempos antigos, quando havia uma guerra, o embate era corpo a corpo. O vitorioso
entrava em contato direto com o sangue e o sofrimento do inimigo durante a
batalha. Hoje, as guerras adquiriram uma proporção muito mais horrenda. Um
homem, sentado em uma sala, aperta um botão e mata milhões de pessoas
instantaneamente, sem ao menos ver o sofrimento humano que infligiu. A
mecanização da guerra e a automação do conflitos humanos são, cada vez mais,
uma ameaça à paz mundial.
Sempre
acreditei que a determinação humana e a verdade prevaleceriam sobre a violência
e a opressão. No mundo de hoje, em todos os lugares, há mudanças importantes
ocorrendo, que poderão afetar profundamente nosso futuro e o futuro da
humanidade, bem como nosso planeta. Decisões corajosas por parte de vários
líderes mundiais propiciam a resolução pacífica de conflitos. A esperança de
haver paz, preservação do meio ambiente e uma abordagem mais humana aos
problemas do mundo parece estar mais presente que nunca.
Ninguém
pode prever o que acontecerá em algumas décadas ou séculos, por exemplo, qual o
impacto que o desflorestamento terá sobre o clima, o solo, as chuvas. Temos
muitos problemas porque as pessoas estão centradas em seus próprios interesses,
em ganhar dinheiro e não estão pensando no bem-estar da comunidade como um
todo. Não estão pensando na Terra a longo prazo, e nos efeitos ambientais
adversos sobre o homem. Se nós, da atual geração, não refletirmos sobre estas
questões agora, as gerações futuras não terão como lidar com elas.
Muitos
de nós juntam-se sob o mesmo sol resplandecente, falando línguas diversas, vestindo
indumentárias diferentes e até mesmo possuindo crenças distintas. Contudo, nós
todos somos idênticos como seres humanos e individualmente únicos. Desejamos
todos, indistintamente, a felicidade e não o sofrimento.
Mesmo
que não possamos resolver certos problemas, não devemos nos frustrar. Como
humanos devemos enfrentar a morte, a velhice e doenças, que, tal qual um
furacão, são fenômenos naturais que fogem ao nosso controle. Devemos
enfrentá-los, não podemos evitá-los. São sofrimentos que já bastam em nossa
vida. Por que criarmos mais problemas por apego à nossa ideologia ou porque
pensamos de maneira diferente? É inútil e triste! Milhões de pessoas sofrem com
esse tipo de problema. É um verdadeiro desperdício, visto que podemos evitar o
sofrimento adotando uma atitude diferente e reconhecendo a humanidade à qual as
ideologias deveriam servir.
Rancor,
ódio, ciúme: não é possível encontrar a paz com eles. Podemos resolver muitos
de nossos problemas por meio da compaixão e do amor. Só assim nos desarmaremos
e encontraremos a verdadeira felicidade. Uma das maiores virtudes é a
compaixão. A compaixão não pode ser comprada numa loja de departamentos ou
fabricada por máquinas. Ela advém do crescimento interior. Sem paz de espírito,
é impossível haver paz no mundo.
Na
nossa vida, cultivar a tolerância é muito importante. Com tolerância, pode-se
facilmente superar as dificuldades. Caso você tenha pouca ou nenhuma
tolerância, ficará irritado com as mínimas coisas. Em situações difíceis, terá
reações extremadas. Em minha vida, já refleti muito a respeito desta questão e
sinto que a tolerância é algo que deve ser praticado no mundo inteiro, no seio
da sociedade humana. Mas, quem nos ensina tolerância? Pode ser que seus filhos
o ensinem a cultivar a paciência, mas é seu inimigo quem irá ensinar-lhe a
prática da tolerância. O inimigo é seu mestre. Mostre-lhe respeito, ao invés de
ódio. Dessa forma, a verdadeira compaixão irá brotar de seu interior e essa
compaixão é a base de tudo aquilo que você é e acredita.
Bens
e compensações materiais são absolutamente necessários à sociedade humana, a um
país, a uma nação. Ao mesmo tempo, o progresso material e a prosperidade
somente não podem levar à paz interior. A paz interior vem de dentro. Portanto,
nossa atitude perante a vida, perante os outros e principalmente em relação às
nossas dificuldades conta muito. Quando duas pessoas enfrentam o mesmo
problema, atitudes mentais distintas fazem com que o problema seja de mais
fácil resolução para uma pessoa do que para outra. Desta forma, o que realmente
nos diferencia é a perspectiva interna de cada um.
Se
colocarmos os níveis de consciência mais sutis a nosso serviço, estaremos
expandindo nossa mente. Assim sendo, as virtudes originárias da mente podem se
expandir ilimitadamente.
A
compaixão e o amor são as virtudes mais preciosas da vida. Por serem muito
simples, são difíceis de serem colocados em prática. A compaixão só poderá ser
plenamente cultivada à medida que se reconhece que cada ser humano é parte da
humanidade e pertencente à família humana, independente de religião, raça,
cultura, cor e ideologia. A verdade é que não há diferença alguma entre os
seres humanos.
Sem
amor, a sociedade humana encontra-se em situação difícil. Sem amor, iremos
enfrentar problemas terríveis no futuro. O amor é o centro da vida.
Se
tiver amor e compaixão por todos os seres sencientes, em especial por seus
inimigos, este é o verdadeiro amor e a verdadeira compaixão. O amor e
compaixão, nutridos por seus amigos, esposa e filhos, não são verdadeiros em
sua essência. São apego, e esse tipo de amor não pode ser infinito.
Insisto
em afirmar que as principais religiões do mundo — budismo, cristianismo,
judaÍsmo, confucionismo, hinduismo, islamismo, jainismo, sikhismo, taoismo,
zoroastrismo — possuem os mesmos ideais de amor, o mesmo objetivo de beneficiar
a humanidade por meio da prática espiritual, e a mesma determinação de
aprimorar seus praticantes como seres humanos. Todas as religiões pregam
preceitos morais para o aperfeiçoamento da mente, do corpo e da fala. Todas nos
ensinam a não mentir, roubar ou tirar a vida de outras pessoas. A essência de
todos os preceitos morais preconizados pelos grandes mestres da humanidade é o
não-egoísmo. Esses mestres tinham como objetivo remir os praticantes de ações negativas,
frutos da ignorância, e conduzi-los ao caminho do bem.
Se
percebemos a humanidade como sendo una e singular, iremos constatar que as
diferenças são secundárias. Com atitude de respeito e preocupação pelo próximo,
experimentamos a felicidade. Só assim criamos a verdadeira harmonia e
fraternidade. À sua maneira, tente cultivar a paciência. Modifique sua atitude.
As mudanças vêm com a prática. A mente humana tem esse potencial. Aprenda a
treiná-la.
A
nossa sombra interior, a que chamamos de ignorância, é a raiz de todo o
sofrimento. Quanto mais luz houver, menos a sombra se manifestará. A luz é o
único caminho para a salvação, para alcançar o nirvana.
Deve
haver um equilíbrio entre o progresso espiritual e o material. Atinge-se esse
equilíbrio por meio de princípios calcados no amor e na compaixão. O amor e a
compaixão são a essência de todas as religiões, que têm muito a aprender entre
si. O objetivo primordial de todas as religiões é criar seres humanos mais
tolerantes, mais compassivos e menos egoístas.
Os
seres humanos são dotados de uma natureza tal que não deveriam apenas possuir
bens materiais, mas deveriam antes possuir sustento espiritual. Sem o sustento
espiritual, torna-se difícil adquirir e manter a paz de espírito.
Para cultivar a
sabedoria, é preciso força interior. Sem crescimento interno, é difícil
conquistar a autoconfiança e a coragem necessárias. Sem elas, nossa vida se
complica. O impossível torna-se possível com a força de vontade
Simplesmente um monge budista
Sua Santidade o Dalai Lama
freqüentemente diz: "Eu sou simplesmente um monge budista — nem mais nem
menos." Ele realmente segue os preceitos da vida de um monge. Vivendo em
uma pequena cabana em Dharamsala, levanta-se todos os dias às 4 horas da manhã
para meditar, e cumpre uma atribulada agenda de encontros administrativos,
audiências particulares, ensinamentos e cerimônias religiosas. Conclui o dia,
sempre, com orações. Ao revelar as suas maiores fontes de inspiração, ele
normalmente cita seus versos favoritos, encontrados nos escritos do reconhecido
santo budista Shantideva:
Enquanto o
espaço existir,
enquanto seres humanos permanecerem,
devo eu também permanecer
para dissipar a miséria do mundo.
enquanto seres humanos permanecerem,
devo eu também permanecer
para dissipar a miséria do mundo.
O Prêmio Nobel da Paz de 1989
A decisão do Comitê Norueguês do Prêmio
Nobel de conferir à Sua Santidade o Prêmio da Paz ganhou reconhecimento e
aplauso mundial. A citação diz: "O Comitê deseja enfatizar o fato de que o
Dalai Lama, em sua luta para a liberação do Tibet, constantemente se opõe ao
uso da violência. Ele, em vez disto, advoga soluções pacíficas baseadas na tolerância
e respeito mútuos para a preservação da herança cultural e histórica de seu
povo. O Dalai Lama desenvolveu sua filosofia de paz com uma grande reverência
por todas as coisas vivas, e um conceito de responsabilidade universal que
envolve toda a humanidade e também a natureza. Na opinião do Comitê, o Dalai
Lama vem se conduzindo com propostas construtivas e visionárias para a solução
de conflitos internacionais, questões de direitos humanos e problemas
ambientais globais."
Em 10 de Dezembro de 1989, Sua Santidade
aceitou o prêmio em nome de todos os oprimidos no mundo e daqueles que lutam
pela liberdade e trabalham pela paz mundial e pleo povo do Tibet. Em suas
considerações, disse: "O prêmio reafirma a nossa convicção de que com a
verdade, coragem e determinação como nossas armas, o Tibet será libertado.
Nossa luta deve permanecer sem violência e livre de ódio."
Ele também enviou uma mensagem de
encorajamento pelo movimento democrático chinês, cuja recente manifestação na
Praça da Paz Celestial havia sido alvo de brutal repressão. "Na China, o
movimento popular pela democracia foi subjugado pela força bruta, em junho
deste ano. Não acredito que as manifestações foram em vão, porque o espírito de
liberdade renasceu no povo chinês, e a China não pode escapar do impacto desse
espírito, que sopra em muitas partes do mundo. Os corajosos estudantes e seus
defensores mostraram à liderança chinesa e ao mundo a face humana daquela
grande nação."
Reconhecimento universal e prêmios
Desde sua primeira visita ao ocidente,
em 1973, a reputação de Sua Santidade como acadêmico e homem de paz só fez
crescer, incessantemente. Nos últimos anos, um grande número de universidades e
instituições em todos o mundo têm lhe conferido Prêmios da Paz e títulos de
Doutor Honoris Causa, em reconhecimento pelos seus escritos sobre a filosofia
budista e sua liderança a serviço da liberdade, da paz e da não-violência. Um
desse títulos, o de Doutor, foi conferido pela Universidade de Seattle, em
Washington, EUA.
O seguinte resumo da menção dessa
Universidade reflete a estatura de Sua Santidade: "No reino da mente e
espírito, o senhor se distinguiu na rigorosa tradição das universidades
budistas, alcançando o Grau de Doutor com as mais altas honras, com a idade de
25 anos. No âmbito de assuntos diplomáticos e governamentais, não obstante, o
senhor encontrou tempo para lecionar e registrou de forma escrita seus sutis
insights sobre filosofia e o significado da vida contemplativa no mundo
moderno. Seus livros representam uma contribuição significativa não somente
para o vasto corpo de literatura budista, mas também para o diálogo ecumênico
entre as grandes religiões mundiais. Sua própria dedicação à vida monástica e
contemplativa tem alcançado a admiração não somente por parte dos budistas, mas
também dos meditadores cristãos, incluindo o monge Thomas Merton, cuja amizade
e conversações com o senhor eram extremamente férteis."
Ao apresentar o Prêmio de Direitos
Humanos Congressional Raoul Wallenberg em 1989, o Congressista Americano Tom
Lantos disse: "A luta corajosa de Sua Santidade o Dalai Lama o tem
distinguido como um líder dos direitos humanos e da paz mundial. Seus esforços
contínuos para cessar o sofrimento do povo tibetano através de negociações pacíficas
e reconciliação têm exigido dele enorme coragem e sacrifício."
Proposta de Estrasburgo
Discursando no Parlamento Europeu de
Estrasburgo, na França, em 15 de junho de 1988, Sua Santidade detalhou
minuciosamente o último dos Cinco Pontos desse plano de paz. Ele propôs o
estabelecimento de conversações entre chineses e tibetanos para a criação de um
governo autônomo das três províncias tibetanas, "em associação com a
República Popular da China". O governo chinês continuaria sendo
responsável pela política exterior e defesa do Tibet.
Para Sua Santidade, essa proposta era
"o modo mais realista para se restabelecer uma identidade independente do
Tibet e restituir os direitos fundamentais do povo tibetano, conciliando ao
mesmo tempo os próprios interesses da China." Enfatizou por outro lado que
"qualquer que seja o resultado das negociações com os chineses, o povo
tibetano por si mesmo deve ser a autoridade decisória máxima."
Posteriormente, no entanto, em 2 de
Setembro de 1991 (Dia da Democracia Tibetana), o Governo do Tibet no exílio
declarou que a Proposta de Estrasburgo não estava mais em vigor: "Sua
Santidade, o Dalai Lama, deixou bem claro, em sua declaração de 10 de março, que
em razão da atitude fechada e negativa da atual liderança chinesa, percebeu que
seu compromisso pessoal com as idéias expressas na proposta de Estrasburgo
tornou-se sem efeito, e que se não houver novas iniciativas por parte dos
Chineses ele se considerará livre de qualquer obrigação com relação a essa
proposta. Entretanto, continua firmemente compromissado no caminho da não
violência e em encontrar uma solução para a questão tibetana através de
negociações e entendimentos. Sob as atuais circunstâncias, Sua Santidade, o
Dalai Lama, não mais se sente obrigado ou limitado a manter a Proposta de
Estraburgo como uma base para encontrar uma solução pacífica para o problema
tibetano."
O Plano de Cinco Pontos
Em
seu discurso aos membros do Congresso Americano em Washington, D.C., realizado
em 21 de setembro de 1987, Sua Santidade propôs o seguinte plano de paz,
composto por cinco pontos básicos:
Transformação de
todo o Tibet em uma zona de paz.
Cessação da
política chinesa de transferência de população, que ameaça a própria existência
dos tibetanos como povo.
Respeito pelos
direitos humanos fundamentais dos tibetanos, bem como de suas liberdades
democráticas.
Restauração e
proteção do ambiente natural tibetano, e o abandono do uso do território
tibetano, pela China, para produção de armas nucleares e como depósito de lixo
nuclear.
Início de negociações
sérias sobre o futuro status do Tibet e das relações entre os povos chinês e
tibetano.
Iniciativas pela paz
Responsabilidades de Líder
Em
1950, com 15 anos de idade, Sua Santidade foi solicitado a assumir a completa
responsabilidade política como chefe de estado e de governo, após a invasão
chinesa do Tibet. Em 1954, foi a Beijing para tratativas de paz com Mao Tsetung
e outros lideres chineses, como Chou En-Lai e Deng Xiaoping. Em 1956, durante
visita à Índia para participar das festividades do aniversário de 2500 anos de
Buda, esteve presente em uma série de reuniões com Nehru, o Primeiro Ministro
Indiano, e o Premiê Chou, sobre a situação do Tibet que se deteriorava
rapidamente.
Seus esforços para alcançar uma solução
pacífica para o problema sino-tibetano foram frustrados pelas atrocidades da
política chinesa, no leste do Tibet, dando origem a um levante popular. Esse
movimento de resistência espalhou-se por outras partes do País, e em 10 de
Março de 1959, Lhasa, a capital do Tibet, explodiu em um grande levante. As
manifestações da resistência tibetana exigiam que a China deixasse o Tibet,
reafirmando a sua independência.
Quando a situação se tornou
insustentável, pediu-se ao Dalai Lama que saísse do país para continuar no
exílio a luta pela libertação. Sua Santidade seguiu para a Índia, que lhe
concedeu asilo político, acompanhado de outros oitenta mil refugiados
tibetanos. Hoje há mais de 120.000 tibetanos vivendo como refugiados na Índia,
Nepal, Butão e no Ocidente. Desde 1960, Sua Santidade reside em Dharamsala, uma
pequena cidade no norte da Índia, apropriadamente conhecida como "Pequena
Lhasa", por sediar a sede do governo tibetano no exílio.
Desde a invasão chinesa, Sua Santidade
apresentou vários recursos às Nações Unidas sobre a questão tibetana. A
Assembléia Geral adotou três resoluções sobre o Tibet, em 1959, 1961 e 1965.
Educação no Tibet
Sua Santidade
Dalai
Lama nasceu em 6 de julho de 1935, numa família de camponeses da pequena vila
de Taktser, na provincia de Amdo, situada no nordeste do Tibet.
Seu nome era Lhamo Dhondup até o momento
em que, com dois anos de idade, Sua Santidade foi reconhecido como sendo a
reencarnação de seu predecessor, o 13º Dalai Lama, Thubten Gyatso. Os Dalai
Lamas são tidos como manifestações de Avalokiteshvara ou Chenrezig, o
Bodhisattva da Compaixão e patrono do Tibet.
Um Bodhisattva é um
ser iluminado que adiou sua entrada no nirvana e escolheu renascer para servir
à humanidade.
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